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Projecto co-financiado a 85% pelo programa EEA Grants do Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu
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Projectos LPN » Rural Value PTENG

Desertificação

A desertificação é a degradação da terra nas regiões áridas, semi-áridas e sub-húmidas secas, resultante de vários factores, entre eles as variações climáticas e as actividades humanas."


A Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação considera susceptíveis áreas com Índice de Aridez entre 0,05 e 0,65. A ONU adoptou o dia 17 de Junho como o Dia Mundial de Combate à Desertificação.
Portugal é um dos países Europeus com maior risco de desertificação, especialmente a região do Alentejo, devido à grande pressão hidrográfica e a prática agrícola. Estas práticas e as actividades agropecuárias insustentáveis intensificam os processos de desertificação através de processos como a salinização dos solos por irrigação, o sobre-pastoreio e o esgotamento do solo pela utilização intensiva e insustentável dos recursos hídricos, através de procedimentos intensivos não adaptados às condições ambientais causados pelo crescimento demográfico. A tudo isto acresce o abandono das regiões agrícolas.



Clima
Esta é uma zona de pouca influência atlântica, em que a precipitação ocorre sobretudo no Outono e Inverno. O Clima é sub-húmido seco e tipicamente mediterrânico, com Verões secos e quentes e Invernos temperados, com temperaturas que podem variar entre os 8° C e os 43° C.
 A pluviosidade é baixa (cerca de 400 mm/ano) e de carácter muito irregular, com variações de ano para ano. As chuvas costumam concentrar-se nos meses de Novembro a Março, com um regime de torrencialidade.


Solos
A ZPE de Castro Verde é caracterizada por zonas planas e onduladas, denominadas peneplanícies, muito extensas e de baixa altitude.
Do ponto de vista geológico, as rochas que predominam nesta região são os xistos e os grauvaques. Abundam os leptossolos Líticos (antigos litossolos) e os Luviossolos (Solos Mediterrânicos) de xisto e de grauvaques, muito delgados e pedregosos nas zonas mais degradadas. São solos muito desgradados e com pouca matéria orgânica, numa das zonas de maior risco de Desertificação e sensibilidade à seca. No entanto, apesar da aridez dos solos, o sub-solo é rico em minério.
A LPN tem vindo a desenvolver projectos de combate à erosão dos solos e Desertificação e a ensaiar novas formas de aumentar a capacidade de suporte dos solos, que podem ser visitados no Centro de Educação Ambiental do Vale Gonçalinho.


Injecção de lamas: benefícios no combate à desertificação
Uma das formas de inverter os processos de erosão e degradação dos solos consiste na introdução de novas tecnologias de preparação do terreno para as culturas agrícolas. A incorporação de lamas provenientes das estações de tratamento de águas residuais urbanas (ETAR), é uma das técnicas em estudo, por ser uma forma de aumentar o teor de matéria orgânica no solo, fertilizar as culturas e simultaneamente aumentar, de forma gradual, a espessura efectiva do solo.
Neste projecto pretende-se aplicar as lamas não à superfície, mas sim em profundidades variáveis entre os 20 e os 40 cm. A injecção de lamas, precedida de uma subsolagem, pretende aumentar o contacto da rocha-mãe com uma solução do solo mais agressiva, o que permitirá aumentar a sua taxa de formação para níveis mais elevados. Este procedimento conduzirá, em conjunto com a redução da erosão, a uma reabilitação dos solos muito mais rápida. Por outro lado optando por não se fazer a aplicação de lamas à superfície do solo previne-se o eventual arrastamento pelas águas das chuvas e contaminação das linhas de água adjacentes.
As lamas a utilizar na valorização agrícola são previamente analisadas por um laboratório acreditado para o efeito, de modo a verificar-se um conjunto de parâmetros como por exemplo: o teor de matéria orgânica, a acidez (pH), a concentração de metais pesados, os teores de azoto, fósforo e potássio, e a presença de microorganismos patogénicos.
A operação inicia-se com uma ripagem, ou subsolagem, a uma profundidade variável até 60 cm, consoante a maior ou menor espessura do solo. O objectivo é abrir fissuras no solo até à rocha-mãe, para proceder à injecção propriamente dita, recorrendo-se a um equipamento desenvolvido pela Liga para a Protecção da Natureza - LPN, composto por um depósito rebocável, um tractor agrícola (com capacidade para 8 m3) e, na retaguarda, uma alfaia com dois dentes subsoladores, que injecta a lama nas fissuras previamente abertas.

Ver também:
- DRAP Alentejo - Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Alentejo
-
Decreto-lei 276/2009 - Novo Regime de utilização de lamas de depuração em solos agrícolas



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